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Enterro de goiana achada em floresta no Canadá traz alívio à família, diz primo: “Respeito e humanidade”

Despedida de jovem goiana que morreu no Canadá Em meio à angústia vivida nos últimos dois anos sem notícias, a família da goiana Letícia Oliveira Alves, ...

Enterro de goiana achada em floresta no Canadá traz alívio à família, diz primo: “Respeito e humanidade”
Enterro de goiana achada em floresta no Canadá traz alívio à família, diz primo: “Respeito e humanidade” (Foto: Reprodução)

Despedida de jovem goiana que morreu no Canadá Em meio à angústia vivida nos últimos dois anos sem notícias, a família da goiana Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, encontrada morta em uma área de floresta em Quebec, no Canadá, disse que o enterro do corpo no Brasil representou um gesto de respeito e humanidade que trouxe alívio, segundo o primo. O advogado Luciano de Oliveira Carvalho, primo de Letícia, contou ao g1 que os gestos de gentileza e apoio de autoridades e amigos foram fundamentais para sustentar a família nos momentos mais difíceis. “A repatriação do corpo da nossa querida prima Letícia não foi apenas um ato técnico, mas um verdadeiro movimento de cuidado, respeito e humanidade, que trouxe alívio ao coração da família”, disse o advogado. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo a certidão de óbito emitida na província de Quebec, Letícia morreu em 15 de janeiro de 2024, e a causa foi apontada como hipotermia. Natural de Goiânia, ela estava desaparecida desde 2023 e só teve o corpo encontrado em abril de 2024, por caçadores em Coaticook, uma área de floresta em Quebec, conforme informações da ONG Unidentified Human Remains Canada. A família passou cerca de dois anos sem notícias e só foi informada sobre a localização do corpo há um mês. Rede de apoio fortaleceu a família De acordo com Luciano, em meio à dor do desfecho, a família foi acolhida com o apoio de professores, amigos e pessoas próximas de Letícia. “Tínhamos a certeza de que não estávamos sozinhos. Cada demonstração de afeto foi como um abraço que nos manteve de pé”, disse. O advogado ressaltou ainda que a presença do corpo de Letícia transformou a despedida em um momento de amor, união e reverência à sua história. “Contudo, Deus nos concedeu a oportunidade sagrada de velar, honrar e nos despedir da Letícia em família, em nossa terra”, destacou Luciano. LEIA TAMBÉM: Corpo de goiana encontrada morta em floresta no Canadá é velado, em Goiânia Pai de goiana morta em floresta no Canadá morreu sem saber o que tinha acontecido com filha, diz prima Estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários: Veja quem era a brasileira encontrada morta no Canadá Letícia Oliveira Alves foi enterrada no domingo (29), em Goiânia. Arquivo/Honória Dietz Busca encerrada após dois anos De acordo com Honória Dietz de Oliveira, prima de Letícia, foi um milagre que o corpo tenha sido localizado e identificado, dada a dificuldade do local. Ela disse ainda que a própria família arcou com todos os custos do translado do corpo para o Brasil. “Apesar de toda a tristeza, também sentimos alívio por encerrar esse período tão doloroso de buscas e angústia. Somos gratos a Deus e às autoridades do Brasil e do Canadá envolvidas neste processo de buscas, identificação, proteção e liberação para o traslado do corpo”, disse a jornalista. Segundo Honória, o pai de Letícia, Jeremias Oliveira, morreu em março de 2025, aos 70 anos, sem saber o paradeiro da filha. O idoso morreu após complicações durante o tratamento de uma doença renal. Antes de morrer, Jeremias havia autorizado a Interpol a buscar por Letícia e, mesmo internado na UTI, acompanhava a procura pela filha, orientando o andamento das buscas, segundo a família. De acordo com Honória, Letícia também deixou uma filha de 12 anos. Pai da goiana Letícia, encontrada morta no Canadá, morreu antes de saber o paradeiro da filha. Arquivo Pessoal/Honória Dietz Formação e trajetória acadêmica Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Segundo a prima Honória, ela também cursava doutorado na instituição. "Letícia era extremamente inteligente, esportista e dedicada aos estudos. Sua pesquisa era voltada ao desenvolvimento de um combustível especial para aeronaves, com o objetivo de evitar explosões em caso de queda”, contou a prima. De acordo com o irmão, Fabrício Alves de Oliveira, Letícia era uma pessoa estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários. A pesquisadora chegou a interromper o doutorado no Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) para se dedicar à igreja. "A Letícia era uma pessoa muito estudiosa e aplicada no que fazia, sempre se dedicando a atividades esportivas e trabalho voluntários na sua fase jovem", afirmou Fabrício. Desaparecimento e identificação Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. Segundo familiares, a última informação que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em 2023. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, a família contou que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024. Letícia Oliveira Alves estava desaparecida desde 2023. Arquivo Pessoal/Frederico Oliveira Alves 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás